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Previdência privada

Um ótimo instrumento para a aposentadoria. E também para a liquidez na sucessão.

PGBL e VGBL permitem acumular patrimônio com eficiência tributária e transmiti-lo diretamente aos beneficiários indicados. O resultado depende de escolhas técnicas: o tipo de plano, o regime de tributação, os custos e a indicação de beneficiários.

Declaração completa

PGBL

As contribuições podem ser deduzidas da base de cálculo do IR até 12% da renda bruta tributável, para quem declara no modelo completo e contribui para a previdência oficial. Em contrapartida, o imposto incide sobre o valor total resgatado ou recebido.

  • Diferimento do imposto ao longo da acumulação
  • Indicado para quem tem renda tributável elevada
Declaração simplificada ou acima de 12%

VGBL

Sem dedução das contribuições, mas o imposto incide apenas sobre os rendimentos. É o veículo mais usado no planejamento sucessório, para aportes acima do limite do PGBL ou para quem declara no modelo simplificado.

  • Tributação somente sobre o ganho
  • Aportes sem limite de dedutibilidade
Regime de tributação

Progressivo ou regressivo: a escolha que mais pesa no resultado

Progressivo

Segue a tabela do imposto de renda, com retenção de 15% na fonte nos resgates e ajuste na declaração anual. Adequado para horizontes curtos ou para rendas futuras dentro das faixas mais baixas da tabela.

Regressivo

Alíquota definitiva que começa em 35% e cai até 10% para valores acumulados há mais de dez anos. Adequado para patrimônio de longo prazo, como o destinado à sucessão.

Desde a Lei 14.803/2024, a opção pelo regime pode ser feita até o primeiro resgate ou recebimento de benefício, o que permite decidir com mais informação.

Na sucessão

Recursos disponíveis quando a família mais precisa.

Em caso de falecimento, os valores são pagos diretamente aos beneficiários indicados, em regra sem passar pelo inventário. Isso garante liquidez imediata para custos de transmissão e para a manutenção da família.

A indicação de beneficiários também permite organizar a distribuição entre herdeiros, respeitados os limites legais.

A incidência de ITCMD sobre previdência varia entre os estados e segue em discussão nos tribunais e no Legislativo. Por isso, o tratamento é avaliado caso a caso, com o advogado e o contador da família.

Critérios

O que analisamos em um plano

Custos

Taxa de administração e de carregamento, que corroem o resultado ao longo de décadas.

Fundos

Estratégia, gestor e desempenho dos fundos disponíveis no plano.

Tipo e regime

PGBL ou VGBL, progressivo ou regressivo, conforme a renda e o horizonte.

Portabilidade

Planos caros ou mal estruturados podem ser transferidos sem incidência de IR.

Já tem previdência privada?

Uma análise mostra se os custos, o regime e os beneficiários do seu plano ainda fazem sentido para o seu patrimônio.

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